
Quem não se encantava com as propagandas da PARMALAT? Os filhotes são sucesso até hoje. Aquela imagem de crianças saudáveis se contrastam com a imagem de uma criança em um leito de hospital com grave comprometimento pulmonar devido a alergia ao leite de vaca. Sim, senhoras e senhores, o tão querido e adorado leite de vaca pode comprometer crianças gravemente caso ocorra essa alergia, por isso muita atenção e cuidado.
Eu sou prova viva disso, sempre sofri com dores de gargantas fortíssimas, dores de ouvido lancinantes e a danada da benzetacil não fazia nem cosquinha mais. Meu namorado, que é pediatra, me orientou a diminuir a quantidade de ingestão de leite...eu como toda boa mamífera, tomava copadas de leite. Com pesar, resolvi diminuir drasticamente meu consumo de leite e quando tomava, procurava tomar leite de soja...resultado: NUNCA MAIS TIVE DOR DE OUVIDO OU DE GARGANTA!!! As vezes até fica um pouco inflamada, mas aquela dor de garganta com placas imensas de pus nunca mais =). Milagre? Simpatia? Sei lá...só sei que parei de tomar e não tive mais.
É preciso ter uma coisa na cabeça quando se trabalha com bebês: amamentar, exclusivamente, com leite materno até os 6 meses de idade. Nada de mamadeiras de leite de vaca, nada de chás da vovó e nem sequer água. A Sociedade Brasileira de Pediatria, juntamente com o Ministério da Saúde vestem essa camisa e recomendam a ingestão exclusiva de leite materno até os seis meses e depois manter o aleitamento até os dois anos, introduzindo gradualmente alimentação complementar.
Não há como falar em prevenção de doenças nos bebês sem citar o leite materno. Além dos nutrientes essenciais para o desenvolvimento dos pequenos, ele é rico em substâncias que fortalecem o sistema imunológico, como anticorpos e prebióticos – um tipo de carboidrato que estimula o crescimento de bactérias benéficas na flora intestinal. Em outras palavras, o alimento fornece tudo o que a criança precisa para crescer saudável e ainda a protege de futuras infecções e alergias.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a garotada deve receber exclusivamente o leite materno até os 6 meses de vida e se a mãe conseguir estender esse período, melhor ainda. Na verdade, quando o assunto é alergia alimentar, somente ele funciona como um preventivo. Não há a comprovação de que eliminar o leite de vaca da dieta da mãe ou da criança seja eficiente para evitar a doença, porém sabemos que existem casos de alergia em que a criança evolui com aquela catarreira que não sara e pode evoluir até para pneumonia e ter consequencias graves.
Os médicos recomendam cortá-lo da alimentação apenas quando se detecta que a criança tem mesmo alergia à proteína da bebida. Aí, não só o leite de vaca, mas todos os seus derivados devem sair do cardápio – dessa lista, fazem parte as fórmulas infantis à base de sua proteína e produtos que contêm substâncias como caseína, caseinato e soro de leite. “Em casos de alergia muito forte, algumas crianças reagem logo ao sentir o cheiro do leite”, diz Wilson Rocha Filho, coordenador do Núcleo Allos, um centro de referência no tratamento de alergia alimentar e anafilaxia de Belo Horizonte.
A principal maneira de driblar a chateação sem comprometer o desenvolvimento dos pequenos é recorrer às fórmulas infantis especiais. Existem três tipos. As extensamente hidrolisadas passam por um processo em que a proteína é fragmentada para diminuir a chance de reação alérgica. Aquelas à base de soja são indicadas somente a partir do segundo semestre de vida e nos casos em que há sintomas respiratórios e cutâneos. (OBS: Existem alergias intermediadas por células e que provocam sintomas gastrintestinais, quando isso acontece, a soja não é recomendada para substituir o leite de vaca porque sua proteína também pode causar alergia). Por fim, as fórmulas de aminoácidos livres são as únicas que realmente podem ser chamadas de não-alergênicas. Isso porque elas contêm frações protéicas mínimas, o que praticamente anula o risco de a doença atacar. Vale dizer que uma lata de 400 g dessa última alternativa pode custar 400 reais. Se for o caso do seu filho, você poderá conseguir o leite com ajuda do governo, pois ele entra como medicação de alto custo.
Desde o ano passado, quem mora no estado de São Paulo tem acesso gratuito ao tratamento desse tipo de alergia. Para obter as fórmulas especiais, a criança deve passar por uma avaliação médica.
Por fim, um aviso importante: os níveis de alergia e as reações do organismo variam de criança para criança. Por isso, não é aconselhável que os pais modifiquem a dieta de seus filhos sem nenhum tipo de orientação. "Substituir o leite de vaca pelo de cabra, por exemplo, não ajuda em nada. As proteínas são muito parecidas", segundo o departamento de nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. É o pediatra, portanto, que deve indicar o tratamento mais adequado. E se aparecer a catarreira por conta dessa tal alergia...ai entram em ação os fisioterapeutas com manobras de higiene brônquica, nasal e as vezes até aspiração naso-traqueal. É muito frequente, casos assim no dia-a-dia dos fisioterapeutas, então, precisamos ficar atentos e como bons profissionais da saúde recomendar, estimular e ajudar na promoção e realização do aleitamento materno, o mãe - cangurú(falarei sobre isso)ajuda muito neste sentido e as orientações são fundamentais já dentro da UTI neo ou alojamento conjunto.
Agoooooora, que milk shake é uma tentação aaaa isso é viu. rsrsrsrs
