Do trabalho à diversão...

Do trabalho à diversão...
Tudo que eu mais gosto tem aqui...

terça-feira, 13 de abril de 2010

Leite de vaca para a vaca e leite de gente para gente!!!


Quem não se encantava com as propagandas da PARMALAT? Os filhotes são sucesso até hoje. Aquela imagem de crianças saudáveis se contrastam com a imagem de uma criança em um leito de hospital com grave comprometimento pulmonar devido a alergia ao leite de vaca. Sim, senhoras e senhores, o tão querido e adorado leite de vaca pode comprometer crianças gravemente caso ocorra essa alergia, por isso muita atenção e cuidado.

Eu sou prova viva disso, sempre sofri com dores de gargantas fortíssimas, dores de ouvido lancinantes e a danada da benzetacil não fazia nem cosquinha mais. Meu namorado, que é pediatra, me orientou a diminuir a quantidade de ingestão de leite...eu como toda boa mamífera, tomava copadas de leite. Com pesar, resolvi diminuir drasticamente meu consumo de leite e quando tomava, procurava tomar leite de soja...resultado: NUNCA MAIS TIVE DOR DE OUVIDO OU DE GARGANTA!!! As vezes até fica um pouco inflamada, mas aquela dor de garganta com placas imensas de pus nunca mais =). Milagre? Simpatia? Sei lá...só sei que parei de tomar e não tive mais.

É preciso ter uma coisa na cabeça quando se trabalha com bebês: amamentar, exclusivamente, com leite materno até os 6 meses de idade. Nada de mamadeiras de leite de vaca, nada de chás da vovó e nem sequer água. A Sociedade Brasileira de Pediatria, juntamente com o Ministério da Saúde vestem essa camisa e recomendam a ingestão exclusiva de leite materno até os seis meses e depois manter o aleitamento até os dois anos, introduzindo gradualmente alimentação complementar.

Não há como falar em prevenção de doenças nos bebês sem citar o leite materno. Além dos nutrientes essenciais para o desenvolvimento dos pequenos, ele é rico em substâncias que fortalecem o sistema imunológico, como anticorpos e prebióticos – um tipo de carboidrato que estimula o crescimento de bactérias benéficas na flora intestinal. Em outras palavras, o alimento fornece tudo o que a criança precisa para crescer saudável e ainda a protege de futuras infecções e alergias.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a garotada deve receber exclusivamente o leite materno até os 6 meses de vida e se a mãe conseguir estender esse período, melhor ainda. Na verdade, quando o assunto é alergia alimentar, somente ele funciona como um preventivo. Não há a comprovação de que eliminar o leite de vaca da dieta da mãe ou da criança seja eficiente para evitar a doença, porém sabemos que existem casos de alergia em que a criança evolui com aquela catarreira que não sara e pode evoluir até para pneumonia e ter consequencias graves.

Os médicos recomendam cortá-lo da alimentação apenas quando se detecta que a criança tem mesmo alergia à proteína da bebida. Aí, não só o leite de vaca, mas todos os seus derivados devem sair do cardápio – dessa lista, fazem parte as fórmulas infantis à base de sua proteína e produtos que contêm substâncias como caseína, caseinato e soro de leite. “Em casos de alergia muito forte, algumas crianças reagem logo ao sentir o cheiro do leite”, diz Wilson Rocha Filho, coordenador do Núcleo Allos, um centro de referência no tratamento de alergia alimentar e anafilaxia de Belo Horizonte.

A principal maneira de driblar a chateação sem comprometer o desenvolvimento dos pequenos é recorrer às fórmulas infantis especiais. Existem três tipos. As extensamente hidrolisadas passam por um processo em que a proteína é fragmentada para diminuir a chance de reação alérgica. Aquelas à base de soja são indicadas somente a partir do segundo semestre de vida e nos casos em que há sintomas respiratórios e cutâneos. (OBS: Existem alergias intermediadas por células e que provocam sintomas gastrintestinais, quando isso acontece, a soja não é recomendada para substituir o leite de vaca porque sua proteína também pode causar alergia). Por fim, as fórmulas de aminoácidos livres são as únicas que realmente podem ser chamadas de não-alergênicas. Isso porque elas contêm frações protéicas mínimas, o que praticamente anula o risco de a doença atacar. Vale dizer que uma lata de 400 g dessa última alternativa pode custar 400 reais. Se for o caso do seu filho, você poderá conseguir o leite com ajuda do governo, pois ele entra como medicação de alto custo.

Desde o ano passado, quem mora no estado de São Paulo tem acesso gratuito ao tratamento desse tipo de alergia. Para obter as fórmulas especiais, a criança deve passar por uma avaliação médica.

Por fim, um aviso importante: os níveis de alergia e as reações do organismo variam de criança para criança. Por isso, não é aconselhável que os pais modifiquem a dieta de seus filhos sem nenhum tipo de orientação. "Substituir o leite de vaca pelo de cabra, por exemplo, não ajuda em nada. As proteínas são muito parecidas", segundo o departamento de nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. É o pediatra, portanto, que deve indicar o tratamento mais adequado. E se aparecer a catarreira por conta dessa tal alergia...ai entram em ação os fisioterapeutas com manobras de higiene brônquica, nasal e as vezes até aspiração naso-traqueal. É muito frequente, casos assim no dia-a-dia dos fisioterapeutas, então, precisamos ficar atentos e como bons profissionais da saúde recomendar, estimular e ajudar na promoção e realização do aleitamento materno, o mãe - cangurú(falarei sobre isso)ajuda muito neste sentido e as orientações são fundamentais já dentro da UTI neo ou alojamento conjunto.

Agoooooora, que milk shake é uma tentação aaaa isso é viu. rsrsrsrs

segunda-feira, 12 de abril de 2010


Não são liiindos?

Sim, eles são capazes!

Você alguma vez já entrou em uma UTI neonatal? Você sequer sabe o que é e como funciona uma? Olha vou falar uma coisa: ô lugarzinho emocionante. Claro que para alguns, aquilo é um horror, um lugar impessoal...e as vezes é mesmo, mas não deixa de ser EMOCIONANTE!
Para entender essa emoção que digo, teriamos que ir mais a fundo...lá por volta da concepção intra útero, sabe?
Ao longo da história, o bebê passou a ser visto de uma forma bastante diferente. Na Grécia antiga só recebia nome e passava a existir a partir do terceiro mês, numa cerimônia pública, quando era carregado por um atleta, o que era compreensível devido a alta mortalidade dos bebês. Muuuuito tempo depois, 1950 especificamente, Gesell (estudioso da pediatria) descrevia o bebê como um pobre ser, que repousa nú no chão, tal qual um marujo náufrago ¬¬. Só em 1960, com o advento das UTIs neonatais e a diminuição da mortalidade nessa fase, é que começaram a desenvolver estudos sobre as competências e as capacidades do neonato.
Emocionante? Eu explico.
É emocionante saber como tudo acontece: as reações, habituação, as competências, as capacidades, condicionamento, a memória e o aprendizado, que ocorre já intra útero. É emocionante preparar uma intervenção e ver as respostas, os resultados diante desse ser que há pouco era visto como "pobre". É emocionante o instinto de proteção, de criação e maternagem que surge em cada profissional que trabalha em uma UTI neo natal.

Quem quer trabalhar com neo, pode ir se preparando para se aprofundar neste assuntos que vou passar para vocês. Aceito sugestões, correções, elogios e presentes (principalmente ;) )